Na Marino- Guetto Power
27th ago2015

Guetto Power

by Natália Marino

Apropunk

Após minha ida ao The Do Over da Adidas, onde lá a cena afropunk estava forte e ao ler esta matéria que seguirá abaixo do Usefashion, não teve como não compartilhar esta tendência:

Em um cenário cultural no qual os jovens afro-americanos aparecem, na maioria das vezes, relacionados com os movimentos Hip Hop e R&B, o Afropunk surge como uma nova opção de lifestyle. Muito mais do que representar um gênero musical, o movimento simboliza toda a construção de uma cultura, de um grupo que cresceu sobre os mesmo ideais e crenças na cena punk, e com outras referências desenvolveu a partir dai a sua própria identidade. Dentro do universo da tribo, desde seu surgimento, é possível perceber o seu avanço, e aos poucos, a construção de indivíduos com um estilo, atitudes e pensamentos que os caracterizam como grupo.

 

Abertura do canal Afropunk 

Pode-se dizer que o Afropunk, enquanto tribo, é construído sobre uma base de três pilares: liberdade de expressão, autenticidade e a já mencionada cultura do DIY (Do It Yourself). Quando se reúnem, principalmente durante festivais e eventos, o ambiente criado é de respeito uns com outros e com suas particularidades. A aceitação de diferentes tipos de indivíduos é um dos principais elementos que os caracterizam. Todos são bem-vindos, e ninguém se sente na obrigação de ser apenas de um jeito, seguir um padrão ou um estereótipo.

flower child

Flower Child – Fotografado por K Pierre

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Oyster Magazine, fotos de Driely S.

É importante ressaltar ainda que o grupo possui um forte senso de responsabilidade social. Eles acreditam que todos têm o poder de fazer a diferença no mundo, e que a mudança está na capacidade de transcender seu papel de indivíduo dentro de uma subcultura, para promover a diferença por meio de sua música e suas ações.

Até mesmo suas relações comerciais são pautadas por esse tipo de atitude. Projetos como o Earn A Ticket fazem com que as pessoas, ao invés de comprar ingressos, se engajem em algum tipo de ação como ajudar um desabrigado com produtos de higiene ou se voluntariar para auxiliar na reconstrução de algum abrigo. É importante notar também a preferência dos adeptos da tribo por comprar em empresas que possuam esse mesmo viés de responsabilidade social ou ambiental, escolhendo marcas que fujam das grandes produções em massa.

AFROPUNK CARE MORE

Earn A Ticket Program

mambu bayah

Relação com artes e projetos sociais, foto por Mambu Bayoh

A cultura do DIY é um elemento de grande expressividade para o afropunk, no qual a principal relação é feita com a arte. A estética urbana é característica de grande parte das obras, envolvendo quase sempre elementos de raízes africanas ou afro-americanas. A identidade feminina é outro ponto forte, tanto por artistas homens quanto mulheres, tratando de temáticas como as novas abordagens relacionadas ao cabelo afro e valorização da mulher.

madonnaofthedew R!OT TIM OKAMURA - THE HAIR RENAISSANCE

 Danielle Boodoo-Fortuné / Tim Okamura – The Hair Renaissance / R!OT

O cabelo se torna uma fonte infinita de possibilidades, nas quais as combinações entre penteados e colorações fazem com que o mesmo se torne uma obra de arte. O movimento pela beleza natural tem ajudado muitas mulheres a se aceitarem e, dessa forma, encontrarem sua verdadeira identidade. Nesse, e em muitos outros aspectos, a cultura africana assume um papel de importância, representando uma parte da personalidade dessas jovens a ser expressada.

afropunk fest 2014 a afropunk fest 2014

Afropunk Fest 2014 – Fotografado por Brianna Roye

Tchau! Tchau!

 

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